27 de agosto de 2011

O MUNDO DO ROSPO 9

Olá! 
Já se foi a metade do sábado, mas cá estamos. E estive em PORTO FELIZ, 
com as crianças e os jovens de lá.
Adotei a cidade em meu coração 
e dele ela não sai mais.

E aqui estou numa visita que fiz à 
Biblioteca Escolar Marciano Vasques,
em Cidade Tiradentes. Pois é, que presente ganhei da comunidade! Uma Sala de Leitura com o meu nome. Fiquei surpreso pois ainda estou vivo. E no Brasil, você só recebe homenagens depois que morre.


Bem, mas chega de conversa!
Pois o Blogueiro quer entrar:


Amigos,
o Rospo está impaciente, então vamos nos despedir do Blogueiro, 
pois agora é a vez do sapo.
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Deixa comigo!
SITUAÇÃO DE RISCO
—Veja Rospo!
—O que, minha querida?
—Aqueles sapinhos.
—Estou vendo, estão na rua, e parecem abandonados, dormindo na calçada, ao relento. Estão numa situação de alto risco.
—Verdade, estão correndo perigo. Que sociedade é essa que deixa crianças vivendo em situações de risco?
—Não podemos nos esquecer de que é a mesma sociedade na qual vivemos, a mesma dos anúncios na televisão, dos cartões de crédito, dos grandes impérios financeiros...
—Eu sei, Rospo, a mesma sociedade que seduz uns, abandona outros.
—Às vezes, quem é seduzido, depois  também se sente abandonado.
—Tem razão, Rospo.
—Veja, Sapabela! Aquela criança naquela casa.
—Qual é o problema com ela, Rospo?
—É uma criança abandonada.
—Que bobagem, Rospo! Ela está em casa.
—Está vivendo uma situação de alto risco.
—Não entendo, amigo meu.
—Já reparei que ela sempre está diante da tevê, às vezes diante do computador. E está sempre sozinha, e fica horas diante da tela, ou das telas. É realmente uma situação de risco.
—Tem certeza do que está falando, Rospo?
—É uma situação de risco para o pensamento, para a imaginação. As lesões serão irreparáveis. Essas crianças nem sentirão o aroma de uma história ao ar livre, numa tarde sem cercas...
—Rospo, sapinhos abandonados em casa diante da TV ou do computador, estariam mesmo vivendo uma situação de riso?
—Naturalmente, e pode acreditar, eles estão precisando de abrigos.
—Abrigos?
—Claro, uma palavra acolhedora, um sorriso, qualquer coisa que possa movê-los da ausência da aventura de viver e brincar, ou seja, brincar de viver.
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A AVENTURA DO OLHAR


—Rospo, o meu olhar é aventureiro.
—Eu sei, Sapabela, você foi uma menina que escapou de todas as opressões. Teve a felicidade de ter ao seu redor adultos protetores que incentivaram o seu olhar desde cedo.
—É verdade, Rospo. E sabe qual é a maior aventura do olhar?
—É estar sempre mirando a novidade do mundo. Aliás, o que é o mundo senão uma eterna novidade?
—Sim, Rospo, mas para mim tem uma aventura ainda maior.
—Pois comece.
—É ir ao âmago das coisas, ir sempre no mergulho. Quero dizer, a maior aventura do olhar é justamente perceber, desvendar, ver a saga de todas as coisas...
—Sapabela, você sempre me surpreende!
—Claro, Rospo, é assim que tem que ser com os amigos. Nós devemos brincar de mundo.
—Brincar de mundo? E como é isso?
—A cada dia uma novidade.
—Até que a novidade seja chamada de mundo.
—Então, Rospo, na maior aventura do olhar devemos sempre penetrar na essência. Somos portadores da responsabilidade de ver a saga de cada coisa. Pois nada surge pelo simples ato da magia. Tudo é história. A aventrra é infinita. Todos os cordéis do mundo não dariam conta, e o olhar tem a função orgulhosa de consolidar a aventura.
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O ESPÍRITO DE NATAL NA FILA


Certo sapo  na fila do estacionamento de um shopping é confusão na certa.
— Esqueci o ticket do carro...
— Não faça isso, Sapo. Já quase apanhei hoje — disse a sapa do guichê.
— Deixe que eu acalmo o povo da fila...
— Vai tentar isso, Sapo?
— Calma, pessoal! Não consigo encontrar o meu ticket...
— Problema seu, Sapo.
— A propósito, meu nome é Rospo...
— E dai?
— O Natal não chegou na fila?
— Sapo, não ponha o "Natal" no meio...
— Natal que se preze tem que entrar na fila...
— Sapo, ache logo o seu ticket e saia da fila...
— Calma! Está afobado? É pressa de comer o peru?
— Suma!
— Tanto nervosismo não combina com o espírito natalino...Natal é tolerância, é paz, é harmonia, é...
— Não encha!
— Isso mesmo! Se não encontrar o ticket, saia da fila...
— É isso aí, meus amigos. Vou indo. Feliz Natal para todos, e, por favor, não assustem ao bom velhinho com esse humor...
— Suma daqui, Sapo!
Rospo se afasta da fila e logo após encontra uma amiga, que parece que se divertia com a cena.
— Rospo, eu estava reparando...
— Sapabela!
— Você nem tem carro...Por que ficou na fila?
— Estava testando o espírito de Natal, Sapabela...




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Bem, vamos indo! E cá estaremos no próximo sábado!

ESPANTALHOS inspiram poesia. Não acreditam?




Tchau!


Marciano Vasques na FELIT

2 comentários :

Marcia disse...

Homenagem mais do que justa, fico admirada com o incansável trabalha que realiza.

Parabéns meu amigo, vc merece.

Pamela Chris disse...

Sinopse
A guerra dos três Reinos já preocupava Ana e sua mãe antes mesmo de David, um garoto do Reino inimigo, chegar. A partir daí Ana vê sua vida mudada. Juntamente com alguns amigos ela deve viajar entre os Reinos, mesmo com o perigo da guerra, e efetuar uma missão nobre. Uma missão que poderia trazer de volta a paz, a alegria que uma guerra de vinte anos tirou. Uma missão que uniria Milian novamente.
E Ana está disposta a isso, mesmo que isso signifique que ela pode não voltar viva.

Gostou? Então dá uma passada no blog do livro: http://oreinodemilian.blogspot.com/
Bjs
Pamela Chris

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