23 de julho de 2011

O MUNDO DO ROSPO — 4


Estarei na FELIT, a nova feira de livros de São Paulo, em São Bernardo, dia 13 de agosto, um sábado, às 16 hs, para receber os amigos, e autografar o meu 
ALGAZARRA DAS LETRAS.
Vocês estão convidados.



O SAPO E O VERBO
Rospo!
—Joelminha! Tudo bem?
—Tem sapa nova no brejo, interessada em você. Parece que foi amor à primeira vista.
— Não estou interessado.
— Ora, Rospo. Sei que está sobrando sapas no mundo, mas não pode sair por aí desprezando amores...
— Já gosto de uma sapa.
—Mas ainda é livre.
—Ocorre que tenho um compromisso com o verbo.
—Verbo?
—É, o verbo "gostar". O meu compromisso é com ele.
—Realmente, um verbo é sempre muito importante. Já se declarou para ela?
—Ainda não.
—Entendo. É um verbo difícil, não é?
—Para um sapo tímido, "declarar-se" com certeza, é o mais difícil dos verbos.

MARCIANO VASQUES  
Histórias do Rospo - 9
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Olá, meus amigos!
Cá estou novamente, num sábado invernado. E as férias terminaram. Pelo menos nas escolas municipais.
Trago algumas de minhas histórias, que espero vocês gostem. Um bom sábado para todos!
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UM AMIGO ESPECIAL É O SEU AMIGO!

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A SAPA MAIS FEIA DO MUNDO
Passa por eles uma sapa e a Sapabela comenta:
— Veja, Rospo, que sapa linda! Não conhecia essa jovem. É realmente linda!
— É feia!
— Está louco, Rospo? Como pode dizer isso?
— É mais do que feia, é horrível, aliás, nunca vi tanta feiúra.
— Acho melhor explicar isso, meu amigo.
— Ora, Sapabela, a beleza exterior, a beleza do rosto de nada vale...
— Beleza é fundamental, Rospo...
— Deixe-me terminar.
— Desculpe. Pode continuar.
— A beleza da aparência não tem valor se o interior é feio. Vou dizer porque ela é feia.
 —Diga.
—Ela é racista, preconceituosa, fofoqueira, e desvaloriza os amigos, quase sempre desmoraliza os colegas, além de ser invejosa.
—Tudo isso?
—Pois é.
—Tem razão, amigo, ela é feia, muito feia. Mas como sabe tanto sobre ela?
—Apenas observo, finjo que não ouço...
HISTÓRIAS DO ROSPO —10
Marciano Vasques

DOIS LIVROS QUE EU GOSTO MUITO!



AS JOIAS INVISÍVEIS
Rospo e Sapabela conversam quando passa por eles uma sapa repleta de joias caras. Brincos, anéis, colares, broches  e pulseiras.
- É tudo tão brilhante, tão colorido e tão valioso! Essa sapa está muito enfeitada.
- É bonito realmente,  e eu gosto de ver, Sapabela. Afinal são as joias visíveis, aquelas que têm preço no mercado.
- Joias visíveis? Por acaso existem joias invisíveis?
- São as que não podem ser penduradas no pescoço. Elas não têm preço.
- Então são muito valiosas.
- Um poema que você leu e guardou consigo, uma história que contou para um sapinho, um abraço, um beijo, um olhar amoroso, um sorriso...um aperto de mão sincero, uma conversa, uma canção de ninar, um gesto de amor...
- Rospo, não sabia que tinha tantas joias dentro de mim.
- Eu sempre soube.
- Consegue ver as joias invisíveis?
- Todos conseguem. Quando o olhar estiver embaçado pela rotina, é só limpá-lo no riacho da poesia.
HISTÓRIAS DO ROSPO —11
Marciano Vasques
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O BLOGUEIRO
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Bem, caros amigos, lá vamos nós, o Rospo, a Sapabela, o blogueiro e eu, Marciano Vasques. Até o próximo sábado.
Vou num foguete, só pra rimar com sorvete! E deixo com vocês, a minha amiga...

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Um comentário :

Mari Sampaio disse...

Muito legal os textos dele, como sempre!^^

Beijinhos!

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